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ALIMENTANDO AS OVELHAS OU DIVERTINDO OS BODES PDF Imprimir E-mail
Escrito por JOAQUIM FERREIRA DAMASCENO - Pastor em Goiânia (GO)   
Qua, 02 de Junho de 2010 09:23

 

Tomei emprestado como tema para a minha reflexão o título de uma mensagem pregada por Charles Haddon Spurgeon há mais de 100 anos, mas que ainda é muito atual, tanto que parece ter sido preparada para os dias de crise que vivemos hoje em nossas igrejas. Ovelhas e bodes são dois tipos de animais citados na Bíblia para simbolizar a natureza e o comportamento de dois tipos de pessoas, ou seja, salvos e perdidos. A ovelha simboliza o pecador regenerado e salvo pelo poder e graça de Deus (Romanos 1.16 e Efésios 2.8), passando então a desejar alimentar-se com nutrientes sadios que venham dos celeiros de Deus. Para tanto é necessário ter um pastor sério, consciente de sua missão diante de Deus, que alimente bem as suas ovelhas com a Palavra de Deus, não precisando lançar mão da palha seca que está sendo oferecida hoje nos meios evangélicos.
Há pouco tempo esteve em nossa igreja um pastor do sul do Brasil que lamentou com tristeza o fato de todas as igrejas de sua região terem abandonado o uso do Cantor Cristão em seus cultos, em troca dos corinhos, e de terem retirado da frente a mesa da ceia, o púlpito e o piano para cederem lugar à "Nossa Senhora da Bateria". Eu mesmo preguei recentemente de modo desconfortável numa igreja no Rio de Janeiro com o púlpito imprensado num canto do santuário porque o centro do palco foi cedido para a bateria e para os espetáculos de coreografias. A verdade é que, de modo lamentável, grande parte dos pastores descobriram que a megaigreja é o caminho para satisfazer sua vaidade e obter fama e poder. Portanto, correndo em busca destes objetivos, arrastam para dentro da igreja bateria, palmas, teatros, coreografias, danças acompanhadas pelos seus gingados e requebrados, de sorte que todo esse entretenimento é atribuído a Deus como forma de
culto alegre, participativo e contextualizado com os novos tempos.
E como não poderia ser diferente, com isso todos os demais terminaram seguindo a onda e transformaram a casa de Deus num lugar de entretenimento.
Bode simboliza na Bíblia o pecador perdido e separado de Deus, que tudo que quer neste mundo é divertir-se e satisfazer seus desejos e prazeres carnais. Para alcançar seus objetivos malignos é capaz até de se fingir de ovelha e penetrar no recinto sagrado e fazer de tudo para moldá-lo ao seu bel prazer e natureza mundana.
Como grande parte dos pastores e igrejas de nossos dias não estão mais se preocupando com a qualidade e a conservação de nossas práticas, certamente para não dificultar o crescimento da igreja - que é o que eles mais desejam hoje -, os bodes encontraram as portas abertas e entraram com todos os seus apetrechos e práticas mundanas, adequando tudo ao seu gosto e prazer. Tenho muita dificuldade em acreditar que o verdadeiro salvo sinta-se bem num culto da forma como está sendo realizado hoje em nossas igrejas. E digo mais, acredito que se Jesus viesse hoje em carne visitar a sua igreja - vendo-a cheia destes instrumentos de perturbação e esses caras pintadas sambando no lugar do púlpito com o pretexto de estar pregando o Evangelho de forma atualizada - ele não faria diferente do que fez no passado, jogaria para fora de sua igreja todos estes instrumentos mundanos e, com um bom chicote, expulsaria esses irreverentes e desrespeitadores do recinto
sagrado (João 2.13-17)
Na situação existente hoje, só vejo duas maneiras de se repudiar e acabar com este procedimento leviano na casa de Deus. Em primeiro lugar devemos nos conscientizar de que o culto que prestamos ao Deus Santo exige de nós, seus adoradores, santidade, reverência e muito respeito, sabendo que o culto, acima de tudo, tem como objetivo principal adorar e agradar a Deus e não ao nosso gosto e prazer. Em segundo lugar, temos que ser racionais (Romanos 12.1) e saber avaliar cada ato do culto que prestamos a Deus, se tem significado ou não. Por exemplo, o que representa para Deus a bateria no culto e qual a mensagem que ela nos transmite além do barulho ensurdecedor e a estimulação para os balanços do corpo? E qual a edificação e os frutos que a coreografia tem produzido para nossas igrejas, além do espetáculo e sua mensagem suspeita, confusa e obscura? E qual a mensagem de certos cânticos repetidos inúmeras vezes, acompanhados de palmas e
gingados com o povo em pé, além da irreverência e incompreensão? Isso certamente agrada aos bodes, jamais às verdadeiras ovelhas de nosso Senhor Jesus Cristo. Ou temos que fazer assim porque todo mundo faz? Então eu pergunto, a repreensão de Amós 5.23 não tem mais valor para nós hoje? Veja: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos".
Meus amados irmãos, se verdadeiramente queremos servir o nosso Deus com zelo, seriedade e respeito, temos que ser racionais, caso contrário, o nosso culto não passará de culto de tolos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

behringerequalizer

 

Última atualização em Ter, 31 de Agosto de 2010 23:19
 

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